domingo, 17 de agosto de 2014

강가에서 나를 찾다

밤으로 사라지는 강은
마치 시간처럼 계속 흐른다
강가에서 쓸린 모래는
조금씩 모래 시계가 된다

암흑으로 사라지는 강은
산에서 녹은 눈이 아닐까?
내 심장에서 녹아버린 차가움도
이제는 흐르는 눈물이 된다

나를 찾아 강가로 가지만
달아나는 강은 공허로 사라진다
나의 눈물도 강이 되면
나는 나를 찾을 수 있을까?

2014年 8月 15日

Mike Rodrigues


(교정: 권혁범)

sábado, 28 de junho de 2014

날씨에 대해서

우리의 사랑은
날씨에 연결되어있다
너를 그리워할 때
하늘이 흐리겠다
내가 우는 경우
확실히 비도 오겠다
혹시 우리의 사랑은
비를 먹고살아올까?


Mike Rodrigues

sexta-feira, 27 de junho de 2014

熱心 (Ardor)

S'eu me queimo em seu fogo
Me derreto em abraço
Me estico e contorço
Em volta de seu torso
Viro seu casaco.


Mike Rodrigues

domingo, 15 de junho de 2014

Chover no molhado

Acho que seu amor
Ao tempo está ligado
Sentir saudades suas
É certeza de dia nublado
Se eu choro, chove
Que coisa maluca
Será que nosso amor
Se nutre de chuva?
Mas se você aparece,
Seu sorriso tão aguardado,
É auspício que tenho
De dia ensolarado.

Mike Rodrigues

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Poema inspirado por “Nenhuma Resposta” de Hugo Lima
Prosseguimos ambos sem respostas, mas com poesia de sobra

Já não sei te distinguir de mim
O limite entre teu corpo e tua ausência
O vazio de tua presença
Onde começa o teu fim

Reviro os bolsos do avesso
Revisito endereços
Procurando a tua essência
Pelo não e pelo sim

Às vezes te acho em minha fome
Mas tu trocas de nome
Ao abrir da geladeira

Às vezes te penso em meus cabelos
E com água fria te calo
Iludo-me estar a salvo
Enquanto desces pelo ralo


Mike Rodrigues

terça-feira, 22 de abril de 2014

Azul incolor

Sinto a comida ora insípida
(Ou nem mesmo sinto fome)
Ora com gosto de cinzas
Cinza-chumbo
Como minhas pernas
E ora nem mesmo as sinto
Ou talvez nunca tive minhas próprias
A flutuar no éter
E ora sob a gravidade de mil planetas
Ou pior, sobre o peso de minha própria existência.

Há dias nos quais nem me banho
E outros nos quais abrasono,
Até a pele em brasa,
Essa sujeira que a água não tira da pele
Pior que pele de asno, pois vazia por dentro
Ironicamente menor que sete palmos
Para que eu pudesse esperar toda a vida
(E por toda a eternidade)
Em pé
Por algo que, quiçá, nem mesmo existe.

Mike Rodrigues